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O blog de corrida de Tom Fernandes


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Corrida com sucrilhos

 

 

Já havia alguns dias que eu notava um rendimento desprezível nos treinos, principalmente nos noturnos. Cansaço, fadiga, exaustão? Fome.

Sim, fome. Eu estava correndo com fome. Como estou fazendo dieta para perda de peso (já reduzi dos enormes 113 kg para 100 kg), vinha na rotina de comer pouco entre as refeições principais. Quando passei a correr de noite, em vez dos treinos matinais (que eu sempre fazia após tomar meu café da manhã), mantive a rotina. E me dei mal.

Após reclamar pra Leila, pra Janine, pro papa, resolvi seguir o conselho de todos: coma carboidratos uma hora antes. No meu pensamento, carboidratos ainda são parte do triunvirato do mal (junto com o açúcar e a gordura).

Mas ok, fui lá e fiz a refeição: um pão com catchup, café sem açúcar, e uma tigelinha de sucrilhos com leite, mais uma colher de mel.

Resultado: fiz o treino de subidas, cinco tiros de 800 metros, num aclive total de 25 metros. Ao todo, 8,1 km sem penar, sem sensação de estar morrendo por falta de combustível (sabe aquela sensação de quando o carro morre por falta de gasolina, mesmo a bateria e todo o resto estarem ok?).

Enfim, fiz o treino mais longo até hoje nestes quatro meses, graças aos carboidratos. Lição aprendida: para emagrecer e correr é preciso comer.

E aí, bora comer correr?

 

 


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De pernas pro ar

Uma das coisas que mais me chamaram atenção neste mês que comecei a correr sob orientação da Mariana foi sobre a quantidade de exercícios, ou melhor, sobre diminuir a quantidade de treinos.

Sempre achei que correr fosse aquela coisa de começar com 1 km e só parar quando corresse uma maratona por dia. Que nada.

Quando comecei, estava correndo todos os dias, de segunda a sábado.

A vontade era correr todos os dias para emagrecer o mais rápido possível.

Mas havia chegado um limite de esforço e parecia não render mais.

Desde o dia 19 de junho, passei a correr terça, quinta e sábado.

Nos dias alternados, faço exercícios de força e bicicleta na academia do trampo.

No domingo, dia da preguiça e de comer lixo.

Como consequência mais visível: diminuíram as dores e o cansaço. E consegui correr mais, como contei dois textos atrás.

Então, fica a dica: pra correr mais é preciso também ficar de pernas pro ar.

E aí, bora correr?


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Ida ao cardiologista (e o drama do peito raspado)

Quinta-feira passada (5 de julho), fiz meu retorno ao cardiologista (convém lembrar que a consulta inicial foi uma anamnese, uma atualização – eu já havia me consultado dois anos atrás, quando meu filho nasceu e eu sentia dores no peito – e uns pedidos de exame).

Com os exames clínicos em mão, fui ao teste de esteira (ergomético ou de esforço – vários nomes, um teste).

Parte chata: depilação feita com prestobarba e água fria com sabão (Imagine as clareiras no peito, coisa horrorosa).

Parte legal: completei os minutos do teste com sucesso, apesar do cansaço forte no final. Cheguei a 180 bpm (minha máxima seria 184) o que pra mim foi excelente.

Parte preocupante: embora o teste de esforço tenha sido legal e os testes clínicos também, o nível de triglicérides ainda está muito alto. Como estou em dieta há três meses, preciso rever a nutricionista e, infelizmente, vou tomar um remédio específico durante 90 dias.

Mas o João Marcelo me liberou para continuar correndo e até aumentar a carga de exercícios.

Foi neste espírito de confiança que consegui no sábado passado (7 de julho) correr meus primeiros 5 km sem parar.

E aí, bora correr?


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os primeiros cinco quilômetros

Desde que comecei a treinar, via de regra respeito os conselhos e orientações dos professores, amigos treinadores e, principalmente, os limites do meu corpo.

Hoje, senti uma pontada de dúvida quando a Mariana me disse que o treino seria um contínuo. Duas voltas em torno do Parque Areião, o que daria 4,8 km.

“No seu ritmo”, ela disse, mas sem caminhar.

Pois bem, caminhei até o ponto 0 da pista, liguei o podcast do #vidafodona, abri o cronômetro e fui.

Pensei sinceramente que ia parar pouco depois dos mil, mil e poucos metros. Mas o treino educativo feito com a Mariana antes da pista fez efeito e meu joelho esquerdo não doeu, como vinha acontecendo nos últimos dias (por conta da unha quebrada no pé direito, acabei forçando o joelho esquerdo pra sentir menos dor; que merda, né?).

Como eu tinha ido ao cardiologista na quinta-feira (próximo post) e o teste de cooper deu ok e o João Marcelo me falou um pouco sobre a faixa cardíaca em que teria meu melhor desempenho, tentei manter os batimentos dentro dos 140 bpm, o que se mostrou excelente.

Não cansei, não fiquei com a boca seca nem perdi força nas pernas.

Pra encurtar a história, fiz meus primeiros 5 km correndo, sem parar, sem caminhar, contínuos e reconfortantes.

Fiz a distância em 43’08”, conforme o gráfico abaixo:

tempo da primeira corrida de 5 km

Sim, eu sei que não é um bom tempo, que tá lento etc. Mas eu corri “com os meus tênis” e completei a minha corrida.

Quando bati os 5km, parando a música, aquele silêncio todo me fez um bem enorme. Dei mais uma volta caminhando e fui pra casa de bem comigo mesmo.

Logo abaixo, uns 800 metros, a Faculdade de Medicina da UFG e outras instituições estavam fazendo uma campanha de conscientização sobre o AVC (e eu fiz parte muito tempo do grupo de risco, né?).

Parei lá e mediram minha pressão, batimentos cardíacos etc. Minha pressão, que costumava ser levemente alta, estava em perfeitos 12 x 8, isso menos de 10 minutos depois dos 5 km.

Bom, é isso.

Sei que falta muito na minha corrida por saúde e melhor qualidade de vida, mas hoje completei uma etapa importante.

E aí, bora correr?


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Mas eu não consigo correr

Sempre fui o cara grande demais, desajeitado demais e pesado demais.

Minhas experiências esportivas sempre dependeram mais de inteligência do que de aptidão física (sim, Xadrez é um esporte).

O problema: a tal da prática. Todo mundo que quer correr deseja sair de casa um dia de manhã e só parar 42 km depois, de preferência na porta do Frans Café, tomar um capuccino e ler o jornal feliz da vida.

Eu também. Confesso: é frustrante correr poucos metros e perder o fôlego. Já contei que meus primeiros 100 metros quase foram parar dentro de uma ambulância?

Acho que se não fosse a insistência inicial da Leila, o incentivo do Cristiano e a pegação no pé de uma porção de gente, eu teria parado.

Mas segui o plano: 100 metros correndo e 500 caminhando. De novo. De novo. E de novo. E mais uma vez. E outra.

Na semana seguinte, 200 metros correndo e 500 caminhando.

Hoje, três meses depois, estou fazendo 1km correndo por 200 metros caminhando.

Não sei quando vou conseguir os 5 km sem parar. Mas sei que vou.

Melhor que dizer “Mas eu não consigo correr nem 1 km” é saber que “Não preciso correr tudo hoje”.

E ai, bora correr?

p.s.: Neste link tem uma série de artigos sobre os primeiros passos de um corredor.


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Cuidado com os pés

Primeiro problema que enfrentei (e ainda enfrento) no aprendizado das corridas é com os pés.

Qual o tamanho do seu pé? Já se perguntou isso?

Eu não. décadas, uso o sistema “serviu” ou “tá apertado”.

Sempre tive um pouco de dor nos dedões. Culpa da formação curva das unhas, que tendem a encravar.

Há uns dois anos, mais ou menos, comecei a ir a uma clínica de podologia, franqueada de uma marca nacional.

Pensei que todos os meus problemas estivessem então resolvidos, mas que nada.

Mesmo com as unhas devidamente cortadas, meu dedão do pé direito inflamou, doendo muito.

O diagnóstico: unha encravada. Mas como, se trato da bendita há anos?

Tênis apertado, o infeliz do culpado.

Fiz então a medição métrica dos pés. Sistema proposto em várias lojas e cuja numeração começa a aparecer em várias marcas de tênis.

Eu, que sempre calcei 42, usava um mizzuno 43 porque o 42 apertava. Mas esse era o teste de calçar um pé e dar uma volta no tapetinho da loja.

Na medição métrica do pé, o tamanho do dito: 30 cm. Na conversão para o sistema brasileiro, com o cuidado de deixar o espaço indicado de cerca de 1,5 cm de folga na frente, meu número correto para práticas esportivas é o 44.

Confesso duas coisas:

Primeira: Senti vergonha de comprar um tênis 44. É como se todo mundo agora estivesse olhando pros meus pés.

Segunda: Senti muito conforto e segurança na pisada. Com a nova numeração, consegui fazer todos os 5 km do treino sem chegar no fim com os dedões doloridos e todo o corpo torto por conta da pisada malfeita.

P.s.: Infelizmente, tive que pagar pela ignorância e, neste último sábado, uma pequena cirurgia pra extrair o pedaço quebrado da unha. Segundo a especialista, na terça (3 de julho) posso voltar a correr.

 

Bora correr?