#corretom

O blog de corrida de Tom Fernandes


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Mas eu não consigo correr

Sempre fui o cara grande demais, desajeitado demais e pesado demais.

Minhas experiências esportivas sempre dependeram mais de inteligência do que de aptidão física (sim, Xadrez é um esporte).

O problema: a tal da prática. Todo mundo que quer correr deseja sair de casa um dia de manhã e só parar 42 km depois, de preferência na porta do Frans Café, tomar um capuccino e ler o jornal feliz da vida.

Eu também. Confesso: é frustrante correr poucos metros e perder o fôlego. Já contei que meus primeiros 100 metros quase foram parar dentro de uma ambulância?

Acho que se não fosse a insistência inicial da Leila, o incentivo do Cristiano e a pegação no pé de uma porção de gente, eu teria parado.

Mas segui o plano: 100 metros correndo e 500 caminhando. De novo. De novo. E de novo. E mais uma vez. E outra.

Na semana seguinte, 200 metros correndo e 500 caminhando.

Hoje, três meses depois, estou fazendo 1km correndo por 200 metros caminhando.

Não sei quando vou conseguir os 5 km sem parar. Mas sei que vou.

Melhor que dizer “Mas eu não consigo correr nem 1 km” é saber que “Não preciso correr tudo hoje”.

E ai, bora correr?

p.s.: Neste link tem uma série de artigos sobre os primeiros passos de um corredor.

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Cuidado com os pés

Primeiro problema que enfrentei (e ainda enfrento) no aprendizado das corridas é com os pés.

Qual o tamanho do seu pé? Já se perguntou isso?

Eu não. décadas, uso o sistema “serviu” ou “tá apertado”.

Sempre tive um pouco de dor nos dedões. Culpa da formação curva das unhas, que tendem a encravar.

Há uns dois anos, mais ou menos, comecei a ir a uma clínica de podologia, franqueada de uma marca nacional.

Pensei que todos os meus problemas estivessem então resolvidos, mas que nada.

Mesmo com as unhas devidamente cortadas, meu dedão do pé direito inflamou, doendo muito.

O diagnóstico: unha encravada. Mas como, se trato da bendita há anos?

Tênis apertado, o infeliz do culpado.

Fiz então a medição métrica dos pés. Sistema proposto em várias lojas e cuja numeração começa a aparecer em várias marcas de tênis.

Eu, que sempre calcei 42, usava um mizzuno 43 porque o 42 apertava. Mas esse era o teste de calçar um pé e dar uma volta no tapetinho da loja.

Na medição métrica do pé, o tamanho do dito: 30 cm. Na conversão para o sistema brasileiro, com o cuidado de deixar o espaço indicado de cerca de 1,5 cm de folga na frente, meu número correto para práticas esportivas é o 44.

Confesso duas coisas:

Primeira: Senti vergonha de comprar um tênis 44. É como se todo mundo agora estivesse olhando pros meus pés.

Segunda: Senti muito conforto e segurança na pisada. Com a nova numeração, consegui fazer todos os 5 km do treino sem chegar no fim com os dedões doloridos e todo o corpo torto por conta da pisada malfeita.

P.s.: Infelizmente, tive que pagar pela ignorância e, neste último sábado, uma pequena cirurgia pra extrair o pedaço quebrado da unha. Segundo a especialista, na terça (3 de julho) posso voltar a correr.

 

Bora correr?


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Primeiras rotinas

Comecei treinando todos os dias. O percurso começava com 1,2 km de caminhada em calçadas até o bosque Bougainville, aqui perto de casa.

, eu dava 4 voltas uma pista de 750 metros, de placas de cimento, com 100 metros num forte aclive. Cheguei a fazer duas voltas correndo no último dia lá.

Na volta pra casa, mais 1,2 km caminhando em calçadas.

Nas duas últimas semanas, voltei a ter as noites livres e mudei o treino para o parque Areião, com um pista de 2,4 km de massa asfáltica.

Lá dou 2 voltas e meia por treino.

Agora tenho intercalado 1 km de corrida com 200 ou 300 metros de caminhada.

Nestas férias, com orientação da Mariana Mulser, passei a treinar 3 vezes na semana, intercalando com 3 dias de musculação.

A meta é chegar ao fim do mês com mais fôlego e resistência.

Bora correr?


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Olá, mundo! Bem-vindos ao #corretom

Por que um blog de corrida? Por vários motivos:

– Dia 15 de fevereiro, cheguei a 113 kg.

Como tenho 1,85 m, meu imc era um assustador 33, no limiar da obesidade moderada, a poucos quilogramas da obesidade severa.

Minha cintura tinha irônicos 113 cm. A famigerada linha do infarto (102 cm) havia sido cruzada e meu risco cardíaco era assustador.

Dores nas costas, nos pés, indisposição, preguiça e muito, muito calor (moro em Goiânia, cidade quente quase o ano todo).

Dia 15 de fevereiro era uma data especial, meu filho completou dois anos. E uma amiga bateu na minha enorme barriga e disse: “Se cuida se quiser vê-lo chegar à faculdade”.

Demorei um tempo pensando em tudo aquilo. Dias depois, completei 36 anos. O excesso de peso e suas consequências já me incomodavam bastante.

Resolvi fazer dieta. Primeiro a de passar fome, comendo pouco e mal o dia todo. Três dias depois, ao comer um x-tudo em cinco minutos, esfomeado, percebi que não seria daquele jeito.

Um ano antes, havia ido a uma endocrinologista que me receitou desobesi-m. Perdi 10 kg em três semanas, mas fiquei tão fraco que peguei uma pneumonia.

Então resolvi não tomar medicação. Procurei vários sites, li muitas revistas, conversei com algumas pessoas que conseguiram emagrecer de forma saudável (oi, Núbia) e decidi fazer a dieta dos pontos, do site Dieta e Saúde.

Fiz os três meses iniciais. Perdi 8 kg e comecei a fazer academia.

Em um mês, uma incompatibilidade de horários com trabalho e faculdade acabou me impedindo de continuar. E confesso: o terror que tenho por academia não passou.

Foi quando um amigo me disse que tinha começado a correr num bosque aqui perto de casa.

Fui. Sempre quis correr. Como estava decidido a continuar emagrecendo e não queria ficar sem atividade física, acordei às seis da madrugada e fui com o Cristiano pra tal pista.

Corri meus primeiros 100 metros. Meus pulmões tentaram desesperadamente sair pela boca. Terminei a volta de 750 metros caminhando devagar, tentando recuperar o fôlego.

Um mês depois, corri meus primeiros 500 metros. Minha boca não era o suficiente pra puxar todo o ar ao final do pique.

Dois meses depois, terminei a volta de 750 metros correndo. Minha respiração já era o suficiente para continuar caminhando em ritmo forte logo em seguida.

Há um mês, meu amigo teve de viajar e, numa conversa com minha prima, fiquei sabendo dos grupos de corrida em Goiânia.

Quinta-feira passada (28 de junho) fiz quatro tiros de 1 km, alternando com 200 metros de caminhada. Meus primeiros 5km de treino.

Graças aos conselhos de dois amigos (oi, Mauro e Leila), aprendi bastante sobre alimentação, alongamentos e etc.

Agora o melhor: correr vicia. E descobri uma atividade em que não preciso competir com ninguém, só comigo. Não preciso chegar antes de ninguém quando ligo o cronômetro. São os meus tênis, o meu corpo, o meu tempo.

Antes, eu precisava de dez horas de sono e estava sempre indisposto. Hoje, durmo seis horas por dia e acordo antes das seis da manhã cheio de pique e energia.

Este mês baixei dos 100 kg, finalmente. Mas a conquista é dupla, porque ganhei mais de 6 kg de músculos.

Perder peso deixou de ser minha meta. Quero baixar dos 90 kg ainda, mas minha motivação agora é correr um pouco mais. Sempre um pouco mais.

Ainda não participei de nenhuma corrida. Em agosto, devo correr a primeira.

E este blog é minha parte jornalista querendo participar de todo este processo.

Bem-vindos ao #corretom!