#corretom

O blog de corrida de Tom Fernandes


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Corrida com sucrilhos

 

 

Já havia alguns dias que eu notava um rendimento desprezível nos treinos, principalmente nos noturnos. Cansaço, fadiga, exaustão? Fome.

Sim, fome. Eu estava correndo com fome. Como estou fazendo dieta para perda de peso (já reduzi dos enormes 113 kg para 100 kg), vinha na rotina de comer pouco entre as refeições principais. Quando passei a correr de noite, em vez dos treinos matinais (que eu sempre fazia após tomar meu café da manhã), mantive a rotina. E me dei mal.

Após reclamar pra Leila, pra Janine, pro papa, resolvi seguir o conselho de todos: coma carboidratos uma hora antes. No meu pensamento, carboidratos ainda são parte do triunvirato do mal (junto com o açúcar e a gordura).

Mas ok, fui lá e fiz a refeição: um pão com catchup, café sem açúcar, e uma tigelinha de sucrilhos com leite, mais uma colher de mel.

Resultado: fiz o treino de subidas, cinco tiros de 800 metros, num aclive total de 25 metros. Ao todo, 8,1 km sem penar, sem sensação de estar morrendo por falta de combustível (sabe aquela sensação de quando o carro morre por falta de gasolina, mesmo a bateria e todo o resto estarem ok?).

Enfim, fiz o treino mais longo até hoje nestes quatro meses, graças aos carboidratos. Lição aprendida: para emagrecer e correr é preciso comer.

E aí, bora comer correr?

 

 


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Olá, mundo! Bem-vindos ao #corretom

Por que um blog de corrida? Por vários motivos:

– Dia 15 de fevereiro, cheguei a 113 kg.

Como tenho 1,85 m, meu imc era um assustador 33, no limiar da obesidade moderada, a poucos quilogramas da obesidade severa.

Minha cintura tinha irônicos 113 cm. A famigerada linha do infarto (102 cm) havia sido cruzada e meu risco cardíaco era assustador.

Dores nas costas, nos pés, indisposição, preguiça e muito, muito calor (moro em Goiânia, cidade quente quase o ano todo).

Dia 15 de fevereiro era uma data especial, meu filho completou dois anos. E uma amiga bateu na minha enorme barriga e disse: “Se cuida se quiser vê-lo chegar à faculdade”.

Demorei um tempo pensando em tudo aquilo. Dias depois, completei 36 anos. O excesso de peso e suas consequências já me incomodavam bastante.

Resolvi fazer dieta. Primeiro a de passar fome, comendo pouco e mal o dia todo. Três dias depois, ao comer um x-tudo em cinco minutos, esfomeado, percebi que não seria daquele jeito.

Um ano antes, havia ido a uma endocrinologista que me receitou desobesi-m. Perdi 10 kg em três semanas, mas fiquei tão fraco que peguei uma pneumonia.

Então resolvi não tomar medicação. Procurei vários sites, li muitas revistas, conversei com algumas pessoas que conseguiram emagrecer de forma saudável (oi, Núbia) e decidi fazer a dieta dos pontos, do site Dieta e Saúde.

Fiz os três meses iniciais. Perdi 8 kg e comecei a fazer academia.

Em um mês, uma incompatibilidade de horários com trabalho e faculdade acabou me impedindo de continuar. E confesso: o terror que tenho por academia não passou.

Foi quando um amigo me disse que tinha começado a correr num bosque aqui perto de casa.

Fui. Sempre quis correr. Como estava decidido a continuar emagrecendo e não queria ficar sem atividade física, acordei às seis da madrugada e fui com o Cristiano pra tal pista.

Corri meus primeiros 100 metros. Meus pulmões tentaram desesperadamente sair pela boca. Terminei a volta de 750 metros caminhando devagar, tentando recuperar o fôlego.

Um mês depois, corri meus primeiros 500 metros. Minha boca não era o suficiente pra puxar todo o ar ao final do pique.

Dois meses depois, terminei a volta de 750 metros correndo. Minha respiração já era o suficiente para continuar caminhando em ritmo forte logo em seguida.

Há um mês, meu amigo teve de viajar e, numa conversa com minha prima, fiquei sabendo dos grupos de corrida em Goiânia.

Quinta-feira passada (28 de junho) fiz quatro tiros de 1 km, alternando com 200 metros de caminhada. Meus primeiros 5km de treino.

Graças aos conselhos de dois amigos (oi, Mauro e Leila), aprendi bastante sobre alimentação, alongamentos e etc.

Agora o melhor: correr vicia. E descobri uma atividade em que não preciso competir com ninguém, só comigo. Não preciso chegar antes de ninguém quando ligo o cronômetro. São os meus tênis, o meu corpo, o meu tempo.

Antes, eu precisava de dez horas de sono e estava sempre indisposto. Hoje, durmo seis horas por dia e acordo antes das seis da manhã cheio de pique e energia.

Este mês baixei dos 100 kg, finalmente. Mas a conquista é dupla, porque ganhei mais de 6 kg de músculos.

Perder peso deixou de ser minha meta. Quero baixar dos 90 kg ainda, mas minha motivação agora é correr um pouco mais. Sempre um pouco mais.

Ainda não participei de nenhuma corrida. Em agosto, devo correr a primeira.

E este blog é minha parte jornalista querendo participar de todo este processo.

Bem-vindos ao #corretom!