#corretom

O blog de corrida de Tom Fernandes


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os primeiros cinco quilômetros

Desde que comecei a treinar, via de regra respeito os conselhos e orientações dos professores, amigos treinadores e, principalmente, os limites do meu corpo.

Hoje, senti uma pontada de dúvida quando a Mariana me disse que o treino seria um contínuo. Duas voltas em torno do Parque Areião, o que daria 4,8 km.

“No seu ritmo”, ela disse, mas sem caminhar.

Pois bem, caminhei até o ponto 0 da pista, liguei o podcast do #vidafodona, abri o cronômetro e fui.

Pensei sinceramente que ia parar pouco depois dos mil, mil e poucos metros. Mas o treino educativo feito com a Mariana antes da pista fez efeito e meu joelho esquerdo não doeu, como vinha acontecendo nos últimos dias (por conta da unha quebrada no pé direito, acabei forçando o joelho esquerdo pra sentir menos dor; que merda, né?).

Como eu tinha ido ao cardiologista na quinta-feira (próximo post) e o teste de cooper deu ok e o João Marcelo me falou um pouco sobre a faixa cardíaca em que teria meu melhor desempenho, tentei manter os batimentos dentro dos 140 bpm, o que se mostrou excelente.

Não cansei, não fiquei com a boca seca nem perdi força nas pernas.

Pra encurtar a história, fiz meus primeiros 5 km correndo, sem parar, sem caminhar, contínuos e reconfortantes.

Fiz a distância em 43’08”, conforme o gráfico abaixo:

tempo da primeira corrida de 5 km

Sim, eu sei que não é um bom tempo, que tá lento etc. Mas eu corri “com os meus tênis” e completei a minha corrida.

Quando bati os 5km, parando a música, aquele silêncio todo me fez um bem enorme. Dei mais uma volta caminhando e fui pra casa de bem comigo mesmo.

Logo abaixo, uns 800 metros, a Faculdade de Medicina da UFG e outras instituições estavam fazendo uma campanha de conscientização sobre o AVC (e eu fiz parte muito tempo do grupo de risco, né?).

Parei lá e mediram minha pressão, batimentos cardíacos etc. Minha pressão, que costumava ser levemente alta, estava em perfeitos 12 x 8, isso menos de 10 minutos depois dos 5 km.

Bom, é isso.

Sei que falta muito na minha corrida por saúde e melhor qualidade de vida, mas hoje completei uma etapa importante.

E aí, bora correr?


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Olá, mundo! Bem-vindos ao #corretom

Por que um blog de corrida? Por vários motivos:

– Dia 15 de fevereiro, cheguei a 113 kg.

Como tenho 1,85 m, meu imc era um assustador 33, no limiar da obesidade moderada, a poucos quilogramas da obesidade severa.

Minha cintura tinha irônicos 113 cm. A famigerada linha do infarto (102 cm) havia sido cruzada e meu risco cardíaco era assustador.

Dores nas costas, nos pés, indisposição, preguiça e muito, muito calor (moro em Goiânia, cidade quente quase o ano todo).

Dia 15 de fevereiro era uma data especial, meu filho completou dois anos. E uma amiga bateu na minha enorme barriga e disse: “Se cuida se quiser vê-lo chegar à faculdade”.

Demorei um tempo pensando em tudo aquilo. Dias depois, completei 36 anos. O excesso de peso e suas consequências já me incomodavam bastante.

Resolvi fazer dieta. Primeiro a de passar fome, comendo pouco e mal o dia todo. Três dias depois, ao comer um x-tudo em cinco minutos, esfomeado, percebi que não seria daquele jeito.

Um ano antes, havia ido a uma endocrinologista que me receitou desobesi-m. Perdi 10 kg em três semanas, mas fiquei tão fraco que peguei uma pneumonia.

Então resolvi não tomar medicação. Procurei vários sites, li muitas revistas, conversei com algumas pessoas que conseguiram emagrecer de forma saudável (oi, Núbia) e decidi fazer a dieta dos pontos, do site Dieta e Saúde.

Fiz os três meses iniciais. Perdi 8 kg e comecei a fazer academia.

Em um mês, uma incompatibilidade de horários com trabalho e faculdade acabou me impedindo de continuar. E confesso: o terror que tenho por academia não passou.

Foi quando um amigo me disse que tinha começado a correr num bosque aqui perto de casa.

Fui. Sempre quis correr. Como estava decidido a continuar emagrecendo e não queria ficar sem atividade física, acordei às seis da madrugada e fui com o Cristiano pra tal pista.

Corri meus primeiros 100 metros. Meus pulmões tentaram desesperadamente sair pela boca. Terminei a volta de 750 metros caminhando devagar, tentando recuperar o fôlego.

Um mês depois, corri meus primeiros 500 metros. Minha boca não era o suficiente pra puxar todo o ar ao final do pique.

Dois meses depois, terminei a volta de 750 metros correndo. Minha respiração já era o suficiente para continuar caminhando em ritmo forte logo em seguida.

Há um mês, meu amigo teve de viajar e, numa conversa com minha prima, fiquei sabendo dos grupos de corrida em Goiânia.

Quinta-feira passada (28 de junho) fiz quatro tiros de 1 km, alternando com 200 metros de caminhada. Meus primeiros 5km de treino.

Graças aos conselhos de dois amigos (oi, Mauro e Leila), aprendi bastante sobre alimentação, alongamentos e etc.

Agora o melhor: correr vicia. E descobri uma atividade em que não preciso competir com ninguém, só comigo. Não preciso chegar antes de ninguém quando ligo o cronômetro. São os meus tênis, o meu corpo, o meu tempo.

Antes, eu precisava de dez horas de sono e estava sempre indisposto. Hoje, durmo seis horas por dia e acordo antes das seis da manhã cheio de pique e energia.

Este mês baixei dos 100 kg, finalmente. Mas a conquista é dupla, porque ganhei mais de 6 kg de músculos.

Perder peso deixou de ser minha meta. Quero baixar dos 90 kg ainda, mas minha motivação agora é correr um pouco mais. Sempre um pouco mais.

Ainda não participei de nenhuma corrida. Em agosto, devo correr a primeira.

E este blog é minha parte jornalista querendo participar de todo este processo.

Bem-vindos ao #corretom!