#corretom

O blog de corrida de Tom Fernandes


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De pernas pro ar

Uma das coisas que mais me chamaram atenção neste mês que comecei a correr sob orientação da Mariana foi sobre a quantidade de exercícios, ou melhor, sobre diminuir a quantidade de treinos.

Sempre achei que correr fosse aquela coisa de começar com 1 km e só parar quando corresse uma maratona por dia. Que nada.

Quando comecei, estava correndo todos os dias, de segunda a sábado.

A vontade era correr todos os dias para emagrecer o mais rápido possível.

Mas havia chegado um limite de esforço e parecia não render mais.

Desde o dia 19 de junho, passei a correr terça, quinta e sábado.

Nos dias alternados, faço exercícios de força e bicicleta na academia do trampo.

No domingo, dia da preguiça e de comer lixo.

Como consequência mais visível: diminuíram as dores e o cansaço. E consegui correr mais, como contei dois textos atrás.

Então, fica a dica: pra correr mais é preciso também ficar de pernas pro ar.

E aí, bora correr?


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Ida ao cardiologista (e o drama do peito raspado)

Quinta-feira passada (5 de julho), fiz meu retorno ao cardiologista (convém lembrar que a consulta inicial foi uma anamnese, uma atualização – eu já havia me consultado dois anos atrás, quando meu filho nasceu e eu sentia dores no peito – e uns pedidos de exame).

Com os exames clínicos em mão, fui ao teste de esteira (ergomético ou de esforço – vários nomes, um teste).

Parte chata: depilação feita com prestobarba e água fria com sabão (Imagine as clareiras no peito, coisa horrorosa).

Parte legal: completei os minutos do teste com sucesso, apesar do cansaço forte no final. Cheguei a 180 bpm (minha máxima seria 184) o que pra mim foi excelente.

Parte preocupante: embora o teste de esforço tenha sido legal e os testes clínicos também, o nível de triglicérides ainda está muito alto. Como estou em dieta há três meses, preciso rever a nutricionista e, infelizmente, vou tomar um remédio específico durante 90 dias.

Mas o João Marcelo me liberou para continuar correndo e até aumentar a carga de exercícios.

Foi neste espírito de confiança que consegui no sábado passado (7 de julho) correr meus primeiros 5 km sem parar.

E aí, bora correr?


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os primeiros cinco quilômetros

Desde que comecei a treinar, via de regra respeito os conselhos e orientações dos professores, amigos treinadores e, principalmente, os limites do meu corpo.

Hoje, senti uma pontada de dúvida quando a Mariana me disse que o treino seria um contínuo. Duas voltas em torno do Parque Areião, o que daria 4,8 km.

“No seu ritmo”, ela disse, mas sem caminhar.

Pois bem, caminhei até o ponto 0 da pista, liguei o podcast do #vidafodona, abri o cronômetro e fui.

Pensei sinceramente que ia parar pouco depois dos mil, mil e poucos metros. Mas o treino educativo feito com a Mariana antes da pista fez efeito e meu joelho esquerdo não doeu, como vinha acontecendo nos últimos dias (por conta da unha quebrada no pé direito, acabei forçando o joelho esquerdo pra sentir menos dor; que merda, né?).

Como eu tinha ido ao cardiologista na quinta-feira (próximo post) e o teste de cooper deu ok e o João Marcelo me falou um pouco sobre a faixa cardíaca em que teria meu melhor desempenho, tentei manter os batimentos dentro dos 140 bpm, o que se mostrou excelente.

Não cansei, não fiquei com a boca seca nem perdi força nas pernas.

Pra encurtar a história, fiz meus primeiros 5 km correndo, sem parar, sem caminhar, contínuos e reconfortantes.

Fiz a distância em 43’08”, conforme o gráfico abaixo:

tempo da primeira corrida de 5 km

Sim, eu sei que não é um bom tempo, que tá lento etc. Mas eu corri “com os meus tênis” e completei a minha corrida.

Quando bati os 5km, parando a música, aquele silêncio todo me fez um bem enorme. Dei mais uma volta caminhando e fui pra casa de bem comigo mesmo.

Logo abaixo, uns 800 metros, a Faculdade de Medicina da UFG e outras instituições estavam fazendo uma campanha de conscientização sobre o AVC (e eu fiz parte muito tempo do grupo de risco, né?).

Parei lá e mediram minha pressão, batimentos cardíacos etc. Minha pressão, que costumava ser levemente alta, estava em perfeitos 12 x 8, isso menos de 10 minutos depois dos 5 km.

Bom, é isso.

Sei que falta muito na minha corrida por saúde e melhor qualidade de vida, mas hoje completei uma etapa importante.

E aí, bora correr?


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Mas eu não consigo correr

Sempre fui o cara grande demais, desajeitado demais e pesado demais.

Minhas experiências esportivas sempre dependeram mais de inteligência do que de aptidão física (sim, Xadrez é um esporte).

O problema: a tal da prática. Todo mundo que quer correr deseja sair de casa um dia de manhã e só parar 42 km depois, de preferência na porta do Frans Café, tomar um capuccino e ler o jornal feliz da vida.

Eu também. Confesso: é frustrante correr poucos metros e perder o fôlego. Já contei que meus primeiros 100 metros quase foram parar dentro de uma ambulância?

Acho que se não fosse a insistência inicial da Leila, o incentivo do Cristiano e a pegação no pé de uma porção de gente, eu teria parado.

Mas segui o plano: 100 metros correndo e 500 caminhando. De novo. De novo. E de novo. E mais uma vez. E outra.

Na semana seguinte, 200 metros correndo e 500 caminhando.

Hoje, três meses depois, estou fazendo 1km correndo por 200 metros caminhando.

Não sei quando vou conseguir os 5 km sem parar. Mas sei que vou.

Melhor que dizer “Mas eu não consigo correr nem 1 km” é saber que “Não preciso correr tudo hoje”.

E ai, bora correr?

p.s.: Neste link tem uma série de artigos sobre os primeiros passos de um corredor.