#corretom

O blog de corrida de Tom Fernandes


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Ida ao cardiologista (e o drama do peito raspado)

Quinta-feira passada (5 de julho), fiz meu retorno ao cardiologista (convém lembrar que a consulta inicial foi uma anamnese, uma atualização – eu já havia me consultado dois anos atrás, quando meu filho nasceu e eu sentia dores no peito – e uns pedidos de exame).

Com os exames clínicos em mão, fui ao teste de esteira (ergomético ou de esforço – vários nomes, um teste).

Parte chata: depilação feita com prestobarba e água fria com sabão (Imagine as clareiras no peito, coisa horrorosa).

Parte legal: completei os minutos do teste com sucesso, apesar do cansaço forte no final. Cheguei a 180 bpm (minha máxima seria 184) o que pra mim foi excelente.

Parte preocupante: embora o teste de esforço tenha sido legal e os testes clínicos também, o nível de triglicérides ainda está muito alto. Como estou em dieta há três meses, preciso rever a nutricionista e, infelizmente, vou tomar um remédio específico durante 90 dias.

Mas o João Marcelo me liberou para continuar correndo e até aumentar a carga de exercícios.

Foi neste espírito de confiança que consegui no sábado passado (7 de julho) correr meus primeiros 5 km sem parar.

E aí, bora correr?


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os primeiros cinco quilômetros

Desde que comecei a treinar, via de regra respeito os conselhos e orientações dos professores, amigos treinadores e, principalmente, os limites do meu corpo.

Hoje, senti uma pontada de dúvida quando a Mariana me disse que o treino seria um contínuo. Duas voltas em torno do Parque Areião, o que daria 4,8 km.

“No seu ritmo”, ela disse, mas sem caminhar.

Pois bem, caminhei até o ponto 0 da pista, liguei o podcast do #vidafodona, abri o cronômetro e fui.

Pensei sinceramente que ia parar pouco depois dos mil, mil e poucos metros. Mas o treino educativo feito com a Mariana antes da pista fez efeito e meu joelho esquerdo não doeu, como vinha acontecendo nos últimos dias (por conta da unha quebrada no pé direito, acabei forçando o joelho esquerdo pra sentir menos dor; que merda, né?).

Como eu tinha ido ao cardiologista na quinta-feira (próximo post) e o teste de cooper deu ok e o João Marcelo me falou um pouco sobre a faixa cardíaca em que teria meu melhor desempenho, tentei manter os batimentos dentro dos 140 bpm, o que se mostrou excelente.

Não cansei, não fiquei com a boca seca nem perdi força nas pernas.

Pra encurtar a história, fiz meus primeiros 5 km correndo, sem parar, sem caminhar, contínuos e reconfortantes.

Fiz a distância em 43’08”, conforme o gráfico abaixo:

tempo da primeira corrida de 5 km

Sim, eu sei que não é um bom tempo, que tá lento etc. Mas eu corri “com os meus tênis” e completei a minha corrida.

Quando bati os 5km, parando a música, aquele silêncio todo me fez um bem enorme. Dei mais uma volta caminhando e fui pra casa de bem comigo mesmo.

Logo abaixo, uns 800 metros, a Faculdade de Medicina da UFG e outras instituições estavam fazendo uma campanha de conscientização sobre o AVC (e eu fiz parte muito tempo do grupo de risco, né?).

Parei lá e mediram minha pressão, batimentos cardíacos etc. Minha pressão, que costumava ser levemente alta, estava em perfeitos 12 x 8, isso menos de 10 minutos depois dos 5 km.

Bom, é isso.

Sei que falta muito na minha corrida por saúde e melhor qualidade de vida, mas hoje completei uma etapa importante.

E aí, bora correr?


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Cuidado com os pés

Primeiro problema que enfrentei (e ainda enfrento) no aprendizado das corridas é com os pés.

Qual o tamanho do seu pé? Já se perguntou isso?

Eu não. décadas, uso o sistema “serviu” ou “tá apertado”.

Sempre tive um pouco de dor nos dedões. Culpa da formação curva das unhas, que tendem a encravar.

Há uns dois anos, mais ou menos, comecei a ir a uma clínica de podologia, franqueada de uma marca nacional.

Pensei que todos os meus problemas estivessem então resolvidos, mas que nada.

Mesmo com as unhas devidamente cortadas, meu dedão do pé direito inflamou, doendo muito.

O diagnóstico: unha encravada. Mas como, se trato da bendita há anos?

Tênis apertado, o infeliz do culpado.

Fiz então a medição métrica dos pés. Sistema proposto em várias lojas e cuja numeração começa a aparecer em várias marcas de tênis.

Eu, que sempre calcei 42, usava um mizzuno 43 porque o 42 apertava. Mas esse era o teste de calçar um pé e dar uma volta no tapetinho da loja.

Na medição métrica do pé, o tamanho do dito: 30 cm. Na conversão para o sistema brasileiro, com o cuidado de deixar o espaço indicado de cerca de 1,5 cm de folga na frente, meu número correto para práticas esportivas é o 44.

Confesso duas coisas:

Primeira: Senti vergonha de comprar um tênis 44. É como se todo mundo agora estivesse olhando pros meus pés.

Segunda: Senti muito conforto e segurança na pisada. Com a nova numeração, consegui fazer todos os 5 km do treino sem chegar no fim com os dedões doloridos e todo o corpo torto por conta da pisada malfeita.

P.s.: Infelizmente, tive que pagar pela ignorância e, neste último sábado, uma pequena cirurgia pra extrair o pedaço quebrado da unha. Segundo a especialista, na terça (3 de julho) posso voltar a correr.

 

Bora correr?